quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Ame a Realidade


 Byron Kathleen Reid entrou em profunda depressão ao redor dos 30 anos. Por mais de dez anos sua depressão só piorou e nos últimos dois anos, Katie (como ela é chamada), praticamente não saiu da sua cama, pensando obsessivamente em suicídio. Foi quando numa manhã, tendo chegado ao auge do desespero, ela teve uma experiência que mudou totalmente a sua vida.
Katie percebeu que quando ela acreditava que alguma coisa tinha que ser diferente do que era na realidade (“Meu marido devia me amar mais”, “Meus filhos deviam me apreciar mais”…) ela sofria, e que quando ela não acreditava nesses pensamentos, ela sentia-se completamente em paz. 
Ela se deu conta de que o que causava o seu sofrimento e depressão não era o mundo ao seu redor, mas o que ela acreditava sobre o mundo ao seu redor. Num momento de insight. Katie viu que nossas tentativas de encontrar felicidade estavam na contra-mão. Ao invés de inutilmente tentar mudar o mundo para adequá-lo aos nossos pensamentos de como “deveriam” ser as coisas, podemos questionar esses pensamentos e, enxergando a realidade como ela é, experimentar total liberdade e alegria. Katie desenvolveu um método de questionamento simples, mas extremamente eficaz, chamado O Trabalho, que tornou essa transformação praticável. Como resultado, uma mulher deprimida, com idéias suicidas e sem nenhuma esperança se tornou uma pessoa cheia de amor por tudo o que a vida lhe proporciona.

O que É, É!
 
O único momento em que nós sofremos é quando acreditamos em um
pensamento que briga com o que é. Quando a mente está perfeitamente clara,o que nós queremos é o que é. Se você quer que a realidade seja diferente do que é, você tem, também, que tentar ensinar um gato a latir. Você pode tentar, tentar e no fim o gato vai olhar para você e dizer: Miau! Querer que a realidade seja diferente do que é, é inútil. E ainda, se você prestar atenção, você vai notar que tem pensamentos assim dezenas de vezes por dia. "As pessoas deveriam ser mais gentis", "as crianças deveriam se comportar bem", "meu marido (ou minha esposa) deveria concordar comigo", "eu deveria ser mais magro ou mais bonito ou ter mais sucesso)". Estes pensamentos são maneiras de querer que a realidade seja diferente do que é. Se você pensa que isso parece depressivo, você está certo. Todo esse estresse que nós sentimos é causado por brigar com o que é.
Pessoas novas em O Trabalho, com freqüência dizem para mim: Mas
seria enfraquecedor parar de brigar com a realidade. Se eu simplesmente
aceitar a realidade, vou me tornar passivo(a). Eu talvez até perca o desejo de agir. Eu respondo à eles(as) com uma questão: Você pode realmente saber que isso é verdade? O que é mais fortalecedor? "Eu desejaria não ter
perdido meu emprego" ou "Eu perdi meu emprego; o que posso fazer
agora?"
O Trabalho revela que, o que você pensa que não deveria ter acontecido,
deveria ter acontecido. Isso deveria ter acontecido porque aonteceu e não há pensamento no mundo que possa mudar isso. Isso não quer dizer que você concorde ou aprove isso. Isso só significa que você vê as coisas sem resistência e sem a confusão da sua luta interior. Ninguém quer que seus filhos fiquem doentes, ninguém quer estar em um acidente de carro; mas quando essas coisas acontecem, como pode ser útil brigar mentalmente com elas? Nós sabemos que não é o melhor, mas ainda assim, fazemos isso porque não sabemos como fazer para parar.
    Eu sou uma amante do que é, não porque eu sou uma pessoa espiritual,
mas porque me machuca quando eu brigo com a realidade. Nós podemos
saber que a realidade é boa exatamente como ela é, porque se nós brigamos
com ela, nós experimentamos tensão e frustração. Nós não nos sentimos
naturais e em equilíbrio. Quando nós paramos de nos opor à realidade, as ações se tornam simples, fluidas, gentis e sem medo.
 
Se você quiser explorar o assunto mais profundamente, sugerimos ler o livro escrito por Katie: "Ame a Realidade".
Ele vai levar você a aprofundar-se em O Trabalho e inclui inúmeros exemplos de Katie facilitando outras pessoas em assuntos como medo, saúde, relacionamentos, dinheiro, o corpo e muito mais. 

Para saber mais: www.thework.com/portugues/

 

domingo, 26 de agosto de 2012

Você já viveu hoje? VIVA!




"Você não vai receber outra vida como esta. Você nunca mais vai desempenhar este papel e experimentar esta vida como foi dada a você. Você nunca mais vivenciará o mundo como no conjunto de circunstâncias desta vida, exatamente dessa maneira, com esses pais, esses filhos e familiares. Você nunca terá novamente este grupo de amigos. Você não experimentará a Terra com todas as maravilhas novamente neste período da História. Não espere o momento em que desejará dar uma olhada no oceano, no céu, nas estrelas ou nas pessoas queridas. Vá olhar agora."
[KÜBLER-ROSS, Elisabeth. Os Segredos da Vida. Sextante: 2004.]

sábado, 11 de agosto de 2012




Seja a mudança que você deseja ver no mundo. 

                                                                                   (Mahatma Gandhi)

quarta-feira, 4 de julho de 2012


"Seja uma pessoa ativa.
Em vez de reagir, aja.
Uma ação é muito mais inteligente do que uma reação.
É preciso ter coragem para mudar.
As crises são o grito da vida nos chamando à modificação."


quarta-feira, 30 de maio de 2012



" Aprendi, graças a uma amarga experiência, a única suprema lição: controlar a ira. E do mesmo modo que o calor conservado se transforma em energia, assim a nossa ira controlada pode transformar-se em uma função capaz de mover o mundo. Não é que eu não me ire ou perca o controle. O que eu não dou é campo à ira. Cultivo a paciência e a mansidão e, de uma maneira geral, consigo. Mas quando a ira me assalta, limito-me a controlá-la. Como consigo? É um hábito que cada um deve adquirir e cultivar com uma prática assídua. "
                                                                    Gandhi

sábado, 5 de maio de 2012

Ser Zen



Ser zen não é ficar numa boa o tempo todo, de papo para o ar, achando tudo lindo sem fazer nada.
         Ser zen é ser ativo. É estar forte e decidido. E caminhar com leveza, mas com certeza. É auxiliar a quem precisa, no que precisa e não no que se idealiza.
          Ser zen é ser simples. Da simplicidade dos santos e dos sábios. Que não precisam de nada. Nada mais que o necessário. Para o encontro, a comida, a cama, a diversão, o trabalho.
        Ser zen é fluir com o fluir da vida. Sem drama, sem complicação. Na hora de comer come comendo, sem ver televisão, sem falar desnecessário. Sente o sabor do alimento, a textura, o condimento. Sente a ternura (ou não) da mão que plantou e colheu, da terra que recebeu e alimentou, do sol que deu energia, da água que molhou, de todos os elementos que tornam possível um pequeno prato de comida à nossa frente. Sente gratidão, não desperdiça.
         Come com alegria. Para satisfazer a fome de todos os famintos. Bebe para satisfazer a sede de todos os sedentos. Agradecendo e se lembrando de onde vem e para onde vai.
            A chuva, o sol, o vento.
        O guarda, o policial, o bandido, o açougueiro, o juiz, a feiticeira, o padre, a arrumadeira, o bancário e o banqueiro, o servente e o garçom, a médica e o doutor, o enfermeiro e o doente, a doença e a saúde, a vida e a morte, a imensidão e o nada, o vazio e o cheio, o tudo e cada parte.
            Ser zen é ser livre e saber os seus limites.
    
Ser zen é servir, é cuidar, é respeitar, compartilhar.
     
Ser zen é hospitalidade, é ternura, é acolhida.
    
Ser zen é o kyosaku, bastão de madeira sábia, que acorda sem ferir, que lembra deste momento, dos pés no chão como indígenas, sentindo a Terra-Mãe sustentando nossos sonhos, nossas fantasias, nossas dores, nossas alegrias.
    
Ser zen é morrer
    
Morrer para a dualidade, para o falso, a mentira, a iniqüidade.
     
Ser zen é renascer a cada instante. Na flor, na semente, na barata, no bicho do livro na estante.
    
Ser zen é jamais esquecer de um gesto, de um olhar, de um carinho trocado no presente-futuro­passado.
    
Ser zen é não carregar rancores, ódios, cismas nem terrores.
    
Ser zen é trocar pneu, as mãos sujas de graxa.
    
Ser zen é ser pedreiro, fazendo e refazendo casas.
    
Ser zen é ser simplesmente quem somos e nada mais. É ser a respiração que respira em cada ação. É fazer meditação, sentar-se para uma parede, olhar para si mesmo. Encontrar suas várias faces, seus sorrisos, suas dores. É entregar-se ao desconhecido aspecto do vazio. Não ter medo do medo. Não se fazer ou, se o fizer, assim o perceber e voltar.
    
Ser zen é voltar para o não-saber, pois não sabemos quase nada. Não sabemos o começo, nem o meio, muito menos o fim. E tudo tem começo, meio e fim.
   
Ser zen é estar envolvido nos problemas da cidade, da rua, da comunidade. É oferecer soluções, ter criatividade, sorrir dos erros, se desculpar e sempre procurar melhorar.
   
Ser zen é estar presente. Aqui, neste mesmo lugar. Respirando simplesmente, observando os pensamentos, memórias, aborrecimentos, alegrias e esperanças.
     
Quando? Agora, neste instante. É estar bem aqui onde quando se fala já se foi. Tempo girando, correndo, passando, e nós passando com ele. Sem separação.
     
Ser zen é Ser Tempo.
    
Ser zen é Ser Existência.

Monja Coen

segunda-feira, 16 de abril de 2012


Minha foto


Mude 
 Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
 Mais tarde, mude de mesa.  
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.  
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.  
Tome outros ônibus.  
Mude por uns tempos o estilo das roupas. 
 Dê os teus sapatos velhos.  
Procure andar descalço alguns dias. 
 Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.  
Durma no outro lado da cama.  
Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais, leia outros livros.
 Viva outros romances!
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.  
Durma mais tarde.  
Durma mais cedo. 
 Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.  
Corrija a postura.  
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.  
Tente o novo todo dia.  
O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.  
Tente.  
Busque novos amigos.  
Tente novos amores. 
 Faça novas relações.  
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida compre pão em outra padaria. 
 Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
 Escolha outro mercado, outra marca de sabonete, outro creme dental. Tome banho em novos horários. 
 Use canetas de outras cores.  
Vá passear em outros lugares.  
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.  
Troque de bolsa, de carteira, de malas.  
Troque de carro.
 Compre novos óculos, escreva outras poesias.
 Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.  
Abra conta em outro banco.
 Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.  
Mude.
 Lembre-se de que a Vida é uma só.  
Arrume um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
 Experimente coisas novas. 
 Troque novamente. 
 Mude, de novo. 
 Experimente outra vez.  
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!

  Edson Marques.

Diário de Gratidão - Como ser grato pode transformar a sua vida



Por: Christie Marie Sheldon

Dos 86.400 ou mais segundos que você tem hoje, você tem tomado pelo menos um, para dizer obrigado?

A gratidão é uma das mais poderosas ferramentas para elevar nossa vibração que você pode praticar. Há uma arte na gratidão, é claro. Assim como qualquer outra coisa, você só tira dela o que você colocar nela.

A verdadeira gratidão é mais do que graças murmuradas ou uma nota rabiscada. É a personificação da apreciação para o fato de que você está vivo e experimentando a vida, e de que você é capaz de aprender e crescer. É um profundo agradecimento por tudo.
Como dar graças pode transformar a sua vida?

Vejamos um exemplo de "Tom", cujo trabalho está deixando-o frustrado. Seu chefe é louco (não no bom sentido). As horas são longas, o trabalho é de entorpecimento mental, seu trajeto é infinito e mesmo que o dinheiro é decente, ele está muito cansado da longa semana para aproveitar a vida. Tom acredita em sempre dar o seu melhor, mas ele está encontrando ser cada vez mais difícil de manter-se motivado. Ele é miserável, estressado e ele se sente preso, porque ele sabe que tem sorte de ter um emprego - muitas pessoas que ele conhece estão desempregadas e em risco de perder tudo.
Um dia, Tom ouve sobre o poder da gratidão e ele decide dar um giro. Afinal, ele não tem nada a perder. Ele pega um caderno e escreve: "Coisas que eu sou grato para o meu trabalho." No fundo de sua mente ele está pensando: "Isto não vai demorar muito!"

Tom escreve a primeira frase, "Eu sou grato por um salário fixo." Ele se sente grato como ele lembra-se do sofrimento de muitas pessoas que não estão recebendo nenhum salário. Ele começa a escrever sua segunda frase, "Eu sou grato por meu chefe ", mas imediatamente rabisca-o. Isso não parece verdadeiro. Parece artificial, como se ele 'tivesse' de escrever isso. Seu chefe é um idiota, rude condescendente e irracional! O que há para ser grato?
Tom fecha os olhos e pensa por um tempo. De repente, seus olhos se abrem e ele escreve a sua segunda frase, "Eu sou grato por meu chefe me ensinar como não tratar as pessoas." Uau. Tom é subitamente preenchido de emoção, como ele não havia se sentido há anos.
Ele começa a olhar para as coisas absurdas e irritantes para ser grato. E para sua surpresa, ele encontra algo incrível em todas elas.
Em seu trajeto infernal: " Sou grato por meu trajeto, que me dá tempo para pensar e planejar" e " Agradeço que moro em um bairro tranquilo, longe do barulho da cidade"
Em seu trabalho de entorpecimento mental: "Eu sou grato pela minha capacidade de encontrar maneiras de tornar o meu trabalho interessante", "Eu sou grato que eu posso encontrar o zen de estar no momento" e "Sou grato por ter aprendido habilidades que se tornam meu ponto de partida para coisas maiores. "
Sobre o comportamento irracional de seu chefe: "Eu sou grato que eu aprendi como não gerir uma empresa" E para sua surpresa, "Eu sou grato que eu estou me tornando uma pessoa mais paciente e compassiva por causa do comportamento do meu chefe."
Em sua fadiga, e necessidade de descomprimir no fim de semana: "Eu sou grato pelo tempo que tenho para relaxar" e "Eu sou grato que eu tenho a oportunidade de aprender a melhorar a minha gestão do tempo no trabalho para que eu possa ser mais produtivo com menos esforço."
Quando ele terminou, Tom ficou chocada ao descobrir que ele encheu cinco páginas de seu caderno. Uma palavra de gratidão provocou outra, e outra, e outra ...
Em sua alta vibração, Tom continua escrevendo sobre sua família, casa, esposa, saúde, vizinhos, carro, etc Ele começa a focar em coisas que o irritam e deixam-no com raiva. Para seu deleite, o minuto em que ele se torna grato por algo que irrita ele, o incômodo desaparece. Ele é substituído com gratidão e amor. Atitude de Tom para o trabalho e a vida em geral está completamente alterada.
Sua última frase? "Estou grato que minha mão esteja completamente dolorida porque eu tive a oportunidade de expressar os meus agradecimentos."

Em pouco tempo, o nível energético de Tom começa a afetar as pessoas ao seu redor. Ele logo se vê promovido a uma divisão diferente, onde os seus talentos são apreciados. Ele já não reclama ou deixa seu trabalho estressá-lo. Ele ri mais.
Você pode estar em uma situação semelhante à de Tom, onde você está se concentrando no negativo e perdendo completamente o positivo. A maioria de nós faz isso! Mas considere, também, que "negativo" e "positivo" são aspectos da mesma energia. Você não pode ter um sem o outro. Eles fornecem o contexto um para o outro - sem baixo, você não tem ideia de alto. Sem luz, você não teria nenhum conceito de escuro. Sem quente, de frio. Sem sim, do não.
Então olhe para a qualidade oposta em cada situação. Olhe para o bem.
Um diário de gratidão faz com que você veja o aspecto positivo de tudo. O significado pode estar escondido, mas se você tomar a abordagem de Tom e começar a escrever num fluxo de consciência, os significados vão se revelar a você.
Seja grato por pessoas e situações em sua vida que afetam seus nervos e irritam você. Tente descobrir por que eles te irritam tanto. Considere a possibilidade de que eles podem estar agindo como um espelho para mostrar-lhe aspectos de si mesmo que precisa mudar.
Escreva de manhã para definir o tom para o dia. E escreva à noite, para refletir sobre o dia. Seu diário não precisa ser longo.Frases simples serão suficientes.

E se você não consegue pensar em nada? Escreva: "Eu sou grato." Só isso. SEJA grato.
Se você se comprometer a fazer este processo por 60-90 dias, todos os dias, você vai experimentar uma transformação em sua vida como você não pode imaginar agora. Você vai mudar completamente a sua atitude para com as coisas que irritam e incomodam você. A vida será mais feliz e mais gratificante apenas mostrando apreço.

O Amor é a Escada entre o Céu e o Inferno

Procure trazer sua consciência para o aqui e agora, pois o amor só é possível no momento presente. Perceba que você não pode amar no passado. Muita gente faz isso - vivem simplesmente na memória? Elas amaram no passado. E há outras pessoas que amam no futuro.
Essas são maneiras de se evitar o amor: o passado e o futuro são meios de evitar o amor.  Se você pensar muito? E o pensamento está sempre no passado ou no futuro? suas energias serão desviadas do centro do sentir e o amor não será possível, pois o sentimento é no aqui e agora.
Procure perceber que futuro e passado trazem o pensamento e o pensamento destrói o sentimento. E uma pessoa muito obcecada com o pensamento em pouco tempo se esquece completamente de que também tem um coração.  Um homem que vive muito nos pensamentos pouco a pouco começa a viver de tal maneira que o sentimento não tem mais voz.  E há milhões de pessoas neste estado, sem saber o que significa o coração. Toda a concentração delas está na cabeça. A cabeça é necessária, é um bom instrumento, mas tem de ser usada como um servo - ela não deve ser o mestre.  Uma vez que a cabeça se torne o mestre e o coração seja deixado para trás, vc viverá, você morrerá, mas você não saberá o que é existência, porque não saberá o que é amor.
Então, aprenda a transformar seus venenos em mel ...  Porque muitas pessoas amam - uma minoria ainda vive um pouco no coração -, mas seu amor é muito contaminado por venenos como o ódio, o ciúme, a raiva, a possessividade... Mil e um venenos envolvem o seu amor. E o amor é uma coisa muito delicada. Nesse momento, apenas pense na raiva, no ódio, na posse, no ciúme? Como o amor pode sobreviver contaminado por essas coisas?
Dessa forma, toda a jornada será amarga. O amor é a escada entre o céu e o inferno, mas a escada tem sempre duas mãos: você pode subir, você pode descer.  Se houver venenos a escada o levará para baixo. E sua vida se tornará um barulho, ruídos de tráfegos, uma multidão de ruídos sem nenhuma harmonia. Você ficará à beira da loucura.
Então, quando a raiva vier, não faça nada, apenas sente-se silenciosamente e observe-a. Não seja contra ela, não a reprima, seja paciente, apenas veja o que acontece... Dê a ela um pouco de tempo e espere... E você se surpreenderá. Um dia você compreenderá que, se você puder esperar o bastante, a mesma raiva se torna compaixão.  Experimente... Essa é uma das leis básicas da vida: tudo, continuamente, se transforma no seu oposto.   O homem bom se torna mau, o homem mau se torna bom, o santo tem momentos de pecador e o pecador tem momentos de santo. É só esperar. Então aja quando o santo for predominante, não haja quando a raiva for predominante, senão você se arrependerá, criará uma cadeia de reações.  A raiva provocará mais raiva, hostilidade provocará mais hostilidade e as coisas continuarão assim sem parar... Então, simplesmente espere, silencie e observe ...
Osho

terça-feira, 27 de março de 2012




Ah, a paixão! Será esse, afinal, o entrave nas relações? Será esse o problema? Talvez compreender mais sobre esse sentimento possa nos ajudar.  Muitos de nós, ignorantes na matéria, imaginamos que quando acabou a paixão, o fogo, acabou a relação. E então, disparam os números de divórcios, de separações etc.
Tudo com base numa única lógica — Ele (a) não me ama mais como antigamente... Como se o antigamente fosse mais importante do que o que está sendo construído aqui e agora... Talvez, por isso, o convite. Se você se sente assim "desprestigiado" por seu companheiro (a) ou se sente diferente com relação a ele e ao sim, leia esse artigo. Pode ajudá-lo (a) a compreender melhor esse sentimento maior.
Nos dias de hoje, diferente da época de nossos avós, casamos por amor. E, acreditem, apesar de tudo para dar certo, afinal é nossa a escolha, parece que tudo dá errado!
No meu ponto de vista, isso acontece porque desconhecemos a "arte de amar", desconhecemos o que é amor. Metemos, então, os pés pelas mãos, vivendo relações complexas com base em posse, dependência emocional, amar demais, amar de menos, etc., etc... Tudo o que acarreta em falta de cumplicidade, falta de compromisso, respeito, cuidado de um para com o outro.
Vale, então, compreender melhor os tipos de amor e, nesse compreender, ampliar o olhar, expandir a consciência, permitir-se experimentar cada momento, cada movimento do sentimento.
Eros, o amor paixão. O amor que cega, que nos faz surdos e mudos. Tira-nos a razão, enlouquece, ao mesmo tempo em que nos torna poetas, enamorados, bobos "alegres", amantes, amados. Faz-nos tensos, inseguros, certos e errados. Tira-nos o foco, a respiração, a cor. Somos com o outro. Moremos sem ele. Vida e Morte. Fogo e Emoção.
Philia, o amor amizade. O amor companheiro de todas as horas. O amor que nos faz poder contar com outro a todo e qualquer momento. O amor que nos faz cúmplices, íntimos, amigos. O amor que nos faz engraçados. Rimos com o outro, aprendemos com ele, sabemos como agradar e deixamos claro como queremos ser agradados. Somos dois, unidos e separados, tudo ao mesmo tempo.
Ágape, o amor incondicional. O amor que tudo compreende. Tudo aceita. Tudo constrói. Um amor que de tão imenso, extrapola a vida a dois e é compartilhado com todos os que estão à volta. Aqui cabem todos: companheiro, filhos, amigos, familiares, outros... Aqui, o que conta é a espiritualidade, o amor maior, o dom supremo. Estar com o outro, nesse momento, nos completa. Expande o "ser".
Bem, posto isso, qual o impacto na relação? No casamento? Fica aqui o convite à reflexão. Em toda a relação, o que acontece é um movimento circular. Andamos de um amor para o outro tipo de amor, em todas as direções. É como se pudéssemos ora estar em eros, ora em ágape, ora em philia, depois em eros, depois em philia e assim por diante.
Se conseguirmos compreender o amor nessa dimensão, estaremos prontos para conquistar e ser seduzidos em diferentes momentos, na vida a dois.
Acreditem, o amor se transforma a todo o tempo. E, como todo sentimento, é também movimento. Pode, por isso, encantar a cada nova estação. Pode, por isso, recomeçar a cada nova estação.
É claro que vale sempre reforçar. Será sempre diferente. Evoluímos, crescemos, somos, também, diferentes a cada vez que inspiramos e expiramos.  Renovamo-nos  a cada respiração e, assim, também é o amor.
Quem puder compreender o movimento do amor certamente  terá outra visão sobre seu relacionamento. Terá um olhar mais compassivo para consigo e com o outro. Para com o nós.
Quem não é capaz de compreender é incapaz de amar... 


 sem fonte

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012



“Aquele que olha para fora, sonha. Aquele que olha
 para dentro, acorda.”

 Carl Jung

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Reações Inconscientes



Estava ministrando um curso de EFT quando uma aluna fez a seguinte pergunta: “Me veio agora em mente  um pensamento para ensinar EFT para uma determinada pessoa. Por que me surgiu esse pensamento?”.
Achei a pergunta um tanto estranha e respondi dizendo: “eu não sei”. Por que realmente eu não tinha como ter essa resposta. Além disso, dentro do que estava sendo debatido, a pergunta também não trazia maiores contribuições para o assunto, era bem irrelevante, portanto seria melhor seguir adiante.  Alguns dos alunos acharam engraçada a pergunta.
Diante da minha reposta, a aluna se queixou que era a segunda vez durante o curso que ela se sentia desrespeitada. Que havia feito uma pergunta anteriormente e as pessoas riram, e que a reposta que eu dei não seria a resposta que um professor deveria dar. Enquanto falava isso, começou a chorar. Falei que não era intenção de ninguém desrespeitá-la, nem minha nem de nenhum outro aluno, que talvez a forma como ela havia falado teria sido um tanto engraçada,  e que algumas pessoas riram por isso. Falei também que eu realmente não sabia a resposta que não teria como dizer nada além do “eu não sei”.
Essa mesma aluna se candidatou a receber uma sessão de EFT comigo logo em seguida. Durante os cursos, eu faço sessões de EFT com alunos que queiram ser voluntários diante da turma. Ao trazer uma situação para ser trabalhada, ela lembrou que, uma vez em sala de aula quando era criança, havia feito uma pergunta onde todo mundo caiu na gargalhada, inclusive a professora. Ao contar essa situação, a lembrança vinha carregada com sentimento de mágoa, vergonha e choro.
 Neste momento, deu para entender perfeitamente a reação anterior da aluna durante a aula. De quem é que ela estava com raiva e por que estava se sentindo desrespeitada na verdade? A carga emocional de um evento do passado ainda carregado de sentimentos brotou, levando a aluna a ter uma reação inconsciente.
Quando temos esse tipo de reação, muitas vezes não ficará claro a conexão com uma situação semelhante mal resolvida do passado. Apenas sentimos algo negativo e vamos responsabilizar alguém ou alguma situação presente como sendo a causadora do nosso mal estar. Foi exatamente o que ocorreu com a aluna. Só que logo em seguida ela lembrou da situação passada e resolveu trabalhar os sentimentos em uma sessão de EFT. Ao relatar este evento, surgiram sentimentos de raiva, vergonha, tristeza e outros, e fomos limpando um a um com a EFT.
O resultado foi que em poucos minutos, aquela lembrança perdeu todo o peso emocional e ela mesma começou a rir da cena, enxergando agora que ela realmente havia falado de forma engraçada na escola. Os sentimentos negativos distorcem completamente a visão dos acontecimentos. Quando os dissolvemos, a nossa percepção do que ocorreu muda completamente e não raras vezes, vejo as pessoas rirem de fatos que há poucos instantes as faziam chorar.
Uma situação como essa, aparentemente boba, fica mal resolvida dentro de nós e provoca uma série de reações inconscientes ao longo da vida prejudicando nossos relacionamentos.  A aluna relatou também que na relação com o marido e filho eles eram impacientes com suas perguntas e ela se sentia rejeitada com isso. Limpamos também esses sentimentos com a EFT.  Novamente ela começou a rir das suas reações depois que as emoções foram liberadas.
O que ocorria é que, por uma carência emocional, ela precisava o tempo inteiro fazer perguntas bobas, onde as pessoas não tinham como dar respostas. Fazia perguntas infantis no intuito de obter atenção, apenas para engatar uma conversa. Quando uma criança faz perguntas assim, tudo bem. Mas quando um adulto, movido por uma carência interior age dessa forma, vai causar irritação. Ainda mais no relacionamento com homens, que tendem a ser mais objetivos e gostam de resolver problemas. Ou seja, quando a mulher pergunta algo para o marido, ele não entende que ela esteja querendo apenas conversar. Ele sente um impulso de obter uma resposta prática para a situação, pois é da sua natureza. Como as perguntas dela não podiam ser respondidas dessa forma, o marido acabava vendo aquilo como algo totalmente sem sentido e ficava impaciente, dando resposta curtas e grossa do tipo “eu não sei”. Compreendi mais profundamente a reação dela à reposta que eu havia dado.  “Você respondeu igual ao meu marido”. Foi o que ela disse em outro momento.
No nosso dia a dia temos esse tipo de reação inconsciente o tempo inteiro, nas relações interpessoais e diante dos fatos da vida. O sentimento negativo guardado de um fato passado vem a tona, e molda nossos pensamentos e ações, sem que a gente se dê conta do que realmente está por trás da nossa forma de sentir e agir. Teremos uma forte tendência a justificar a nossa reação e culparemos as pessoas e situações ao nosso redor. É como se aquela dor que ficou guardada do passado não quisesse vir à tona para ser liberada. Ela cria um sistema de auto defesa e auto alimentação. Cada situação nova que ocorre, serve para alimentar e ampliar o sofrimento interior guardado. Os sentimentos negativos criam vida própria, e não desejam ser dissolvidos. É preciso muita atenção e auto observação para enxergar esses mecanismos e não cair na armadilha de perpetuá-los.
Outra vez recebi um e-mail de uma leitora. Ela se queixava que havia entrado em contato anteriormente e que eu não havia respondido. Falou que estava decepcionada mas que isso era normal, que o ser humano é assim mesmo. Respondi que não recebi nada dela anteriormente, e que esse era o primeiro e-mail dela que havia chegava na minha caixa. Quando ela me respondeu, pediu desculpas pela forma como havia escrito anteriormente,  e em um tom bem humorado disse que naquele dia estava se sentindo frustrada por outras situações e que “acabou sobrando pra você”.
Existem inúmeras situações do passado que ficam mal resolvidas e passamos a vida reagindo sendo influenciados por esses sentimentos: mágoas, críticas, perdas, frustrações, traições, medos, tristeza, rejeições. Muitos andam como se fossem uma bomba relógio esperando apenas uma oportunidade para explodir emocionalmente, projetando seus sentimentos mal resolvidos em situações do presente. E muito desse material vem lá da infância, da relação com os pais e a família.
Por isso que é muito importante acessar e limpar esses eventos. Não importa se você vê a influência deles no seu presente. Na maioria das vezes você não terá essa consciência do quanto eles são prejudiciais. Comece a dissolver esses sentimento e certamente sua vida ficará mais fácil, suas reações mais sensatas e maduras.

Por André Lima em www.eftbr.com.br

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Minimamente Feliz !




"A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida.

Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', sou adepta da felicidade homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.
Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos Agora, se descobre que dá pra ser feliz no singular:

'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.
Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes' - Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?

Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades.
Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam.
Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera".

Texto atribuído a Leila Ferreira, jornalista

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Abandone a necessidade de ser reconhecido



O ego precisa ser reconhecido. A indiferença é a pior coisa pra ele.  As crianças desde bem pequenas já demonstram essa necessidade. Querem ser vistas e ouvidas pelos adultos. Adoram receber atenção. Quer ver uma criança feliz? Dê atenção pra ela. Converse sobre as coisas do seu mundo infantil, pergunte sobre sua vida, brinque com ela.

Quando não damos esse tipo de atenção e reconhecimento positivo a criança, ela irá buscar de uma forma negativa. E isso acontece da seguinte forma. Muitas vezes os adultos deixam de dar atenção e de elogiar as crianças, o que seria uma forma positiva de reconhecimento. Entretanto, quando a criança age de uma forma indesejada, ela logo recebe uma crítica. A critica é uma forma de atenção negativa, mas ainda assim é um tipo de reconhecimento. O adulto está interagindo com a criança, está reconhecendo sua existência, mesmo que de forma desagradável. Entretanto, para o ego, é melhor receber esse tipo de atenção negativa do que nenhuma atenção.
Inconscientemente, a criança que não é elogiada sabe que basta fazer algo tido como “errado” que logo receberá a atenção de algum adulto. Não é proposital. Ela é levada por um impulso interior a cometer algo para receber atenção. Como as ações positivas não estão gerando qualquer tipo de reconhecimento, ela automaticamente se condiciona a agir de forma negativa,  e acaba conseguindo ser reconhecida.
Por isso é que a melhor forma de transformar o comportamento das crianças é elogiar cada vez mais tudo de bom que elas fizerem e ignorar seus comportamentos negativos. O ego então entende que, para ganhar atenção, é melhor tomar atitudes que os adultos gostam, e que ações negativas não trazem esse benefício. Com o passar do tempo, a criança passa a agir de forma cada vez mais positiva (desde que os adultos estejam sempre elogiando e reconhecendo) e vão abandonando os comportamentos negativos.
Mas não é assim que a maioria dos adultos age. Normalmente, o padrão é o de elogiar  pouco e criticar bastante, o que acaba reforçando os comportamentos negativos.
Esse mesmo mecanismo de reconhecimento explica o que atrai as pessoas para o crime nas comunidades. Como alguém pode se sentir atraído por coisas tão negativas, com tantos riscos e sofrimento? Crianças e adolescentes sentem-se  ignorados, e sentindo esse vazio interior, acabam indo buscar no crime o reconhecimento que necessitam. Mesmo que sejam vistos como marginais por muitos, ainda assim, estão tendo a sua existência reconhecida. Para o ego, isso é melhor do que a indiferença, por mais estranho que pareça.
As vezes, o governo implanta programas sociais nas áreas carentes,  e essas pessoas agora tem a chance de ser reconhecidas de uma forma positiva: praticando esportes, estudando para ser “alguém” e ter uma profissão. Assim, muitos vão largar a delinqüência e outros deixarão de entrar nela por que agora há uma outra possibilidade muito melhor de ganhar reconhecimento.
Mas a necessidade de reconhecimento não se aplica somente as criança e adolescentes. Ao nos tornarmos adultos, deveríamos nos sentir cada dia mais livres desta necessidade. Para alguns há realmente uma diminuição, mas outros continuam tão necessitados de reconhecimento como as crianças. Esse padrão acaba levando a sofrimento, pois o bem estar fica dependendo da apreciação de terceiros: chefe, marido, esposa, pais, amigos e etc. E logicamente, nem sempre as pessoas irão nos elogiar, reconhecer e nos dar atenção.
Podemos abrir mão conscientemente dessa necessidade todas as vezes que a detectarmos. É preciso se auto observar, ficar bastante atento e reconhecer que nada de mal nos acontece se não formos reconhecidos. É apenas uma necessidade emocional infantil enraizada.
 Quanto mais abandonarmos essa necessidade, mais adultos nos tornamos. Nossos relacionamentos melhoram pois ficaremos mais em paz e nesse estado deixaremos de criar conflitos de forma inconsciente. O mais curioso, é que haverá uma tendência  que as pessoas venham a nos dar atenção, nos elogiar e reconhecer. Mas agora você já não é mais dependente disso para ser feliz e não está fazendo coisas no intuito de ganhar atenção. Poderá então curtir o reconhecimento sem o lado ruim que é a necessidade interior. Ou seja, quando você for  reconhecido, será prazeroso, mas a falta do reconhecimento não trará qualquer tipo de sofrimento.
Quando temos a necessidade de reconhecimento, o prazer provocado pela atenção e elogios é em parte uma falsa satisfação. Parte desse prazer é na verdade o encobrimento de um sofrimento oculto, que é a necessidade. Esse tipo de prazer se assemelha ao  de uma pessoa compulsiva por comida (ou qualquer tipo de vício) quando está se alimentando.
Vamos supor um chocólatra. Ao comer o chocolate ele sente um prazer enorme. Logo esse prazer passa e ele precisará de mais chocolate para se sentir bem. Mas por que é que ele necessitou a princípio do chocolate? Uma inquietação interior, a qual chamamos normalmente de ansiedade,  se manifestou gerando uma busca por alívio. No caso do chocólatra, ele irá buscar na sensação de prazer de comer o chocolate o alívio passageiro para sua inquietação. Comer chocolate então não é assim então um prazer tão real pois está atrelado a uma dependência que traz alivio de um sofrimento. Uma pessoa que não tenha essa dependência poderá curtir um chocolate de forma verdadeira, sem o lado ruim da necessidade. E nesse caso ela irá se sentir saciada com uma pequena quantidade, que, se for ultrapassada acabará causando enjôo.
Fazendo mais uma comparação. Imagine alguém que compre sapatos muito apertados. Ao chegar em casa, sente um  alivio e um prazer enorme ao tira-los dos pés. Mas não seria melhor andar com sapatos mais confortáveis? “Não, assim eu não teria o prazer de sentir o alivio ao ficar descalço”. Alguém pode pensar dessa forma, mas é algo certamente insano.
O sentimento de necessidade de reconhecimento é mais ou menos como a sensação do sapato apertado que precisamos aliviar de vez em quando recebendo atenção de alguém. É uma prisão emocional.
Ao mesmo tempo que você decide abandonar a  necessidade de ser reconhecido, adote o hábito de elogiar e reconhecer as outras pessoas: filhos, amigos, funcionários, cônjuge e etc. e observe as atitudes das pessoas melhorarem cada vez mais no relacionamento com você. Abandone também as críticas e veja as mudanças positivas que isso irá trazer.

André Lima em www.eftbr.com.br

ASSISTAM!

Povo, vejam o apanhado de cenas compiladas no filme acima!
muito inspirador...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ingratidão e Falta de Prosperidade



Atendi uma aluna que se encontrava com sérios problemas financeiros. Funcionária pública concursada, ganhava muito pouco e se sentia humilhada e revoltada por isso. Ficava com muita raiva quando relatava que seu salário mal dava para quitar a prestação do apartamento e o condomínio. Comparava seus ganhos aos de outros servidores e isso a fazia sentir ainda mais revolta e indignação. Dizia coisas como: “Tenho até vergonha de dizer que isso que eu ganho é um salário, porque não dá pra nada. Meu pai me deu uma boa educação, sou preparada, não é justo. Não sobra pra nada. E a condução? E o lazer? Me sinto indignada”. Palavras carregadas com sentimentos intensos de raiva, injustiça e revolta.

Todos esses sentimentos, além de trazer um grande mal estar, acabam nos levando a ter ainda mais problemas financeiros. A ingratidão é um sentimento altamente negativo, o que ajuda a atrair e criar situações ainda piores. Era o que acontecia com ela. Coisas simples, que pela lógica deveriam se resolver de forma rápida, acabavam se complicando e não se resolvendo, o que levava a mais sentimentos de revolta. Acontecia todo o tipo de coincidência negativa para que as coisas não tivessem um bom desfecho. A gratificação no trabalho que lhe era de direito não saía. Um dinheiro que lhe era devido pelo INSS também não saía, correndo até o risco de não receber em definitivo.

Somando-se tudo isso a outras situações de sua vida, os sentimentos foram tão intensos que acabaram levando a uma depressão e afastamento do trabalho. Como alguém em um estado tão negativo poderá ter lucidez e energia para estudar e passar em um concurso melhor, ou para criar alternativas de se ganhar mais? Fica realmente bem difícil, e a tendência é que a pessoa se afunde cada vez mais contaminada pela própria negatividade.

Inconscientemente começamos a nos sabotar. Quanto mais revolta, mais a nossa criatividade e disposição vai embora. A auto sabotagem aparecerá de diversas formas: procrastinação, desorganização, falta de atitudes simples, não conseguir estudar, falta de ações para ir em busca de um emprego melhor e etc.

Já uma outra aluna contou uma história pessoal interessante. Ela tinha uma Kombi velha que vivia quebrando. Isso a fazia sentir muita raiva. Vivia reclamando do quanto a Kombi lhe deixava na mão e que já havia até pegado fogo. Ela dizia que tinha até vontade de jogar gasolina e queimar o veículo completamente, e vivia verbalizando isso.

Até que, em um determinado momento, depois de muito aprendizado na área de auto conhecimento, percebeu que seus sentimentos estavam lhe trazendo mal estar e mais problemas e entendeu que deveria mudar. Deve ter sido um insight profundo. Vendo que suas queixas  e pensamentos negativos não solucionavam nada, ficou claro que  ela precisava mudar completamente o foco. Ao invés de raiva da Kombi, começou a reconhecer tudo que o veículo já havia lhe ajudado. Sim, ela continuou tendo consciência  de que o veículo quebrava bastante, mas resolveu  agradecer por todos os momentos e serviços que a Kombi fazia quando não quebrava,  o que  não era pouca coisa.

Ela relatou então que essa mudança de visão trouxe um alívio completo da negatividade. E, o melhor de tudo, é que, após essa mudança completa de sentimento, “coincidentemente” ela fechou um bom contrato com uma empresa e conseguiu comprar um caminhão à vista. Isso mesmo. Nada mais de Kombi velha quebrando toda hora. Segundo a sua percepção, a chegada de um novo contrato tão bom só ocorreu por que ela estava se sentindo bem melhor.

Quando nos sentimos mal, ou seja, quando estamos no modo da ingratidão, as situações boas se afastam. E mais. A nossa visão condicionada a ver coisas negativas passa a não enxergar boas oportunidades. Haverá uma grande tendência em enxergar e entrar em situações que irão perpetuar o nosso sofrimento.

A primeira aluna estava esperando a situação melhorar para que ela pudesse se sentir grata e feliz. Ela queria o dinheiro do INSS saísse, que a gratificação que lhe era de direito também. Como nada disso ocorria ela ficava cada vez pior e contribuía inconscientemente para que nada se resolvesse.

Tem uma lógica oculta por trás desse tipo de padrão emocional que é como se dissesse “vou reclamar bastante, sofrer bem muito, quem sabe assim as coisas mudam”. Esse é um condicionamento que muitas vezes vem lá da infância, quando aprendemos ainda bebê que, ao chorarmos, ou seja, ao demonstrarmos nossa insatisfação e infelicidade, nossos desejos serão atendidos, pois era assim que conseguíamos as coisas. Isso é saudável e normal quando somos bebês, mas quando crescemos torna-se algo completamente doentio.

Já a segunda aluna, resolveu que seria feliz e grata, mesmo que as coisas não estivessem acontecendo da forma ideal.  Isso acabou transformando sua realidade. Primeiro ela mudou o interior e assim viu acontecer mudanças significativas no exterior.

A maioria das pessoas quer que aconteça o contrário. Esperam que o exterior mude para que elas possam ficar em paz. É uma inversão completa da ordem natural das coisas. No meu caso mesmo, minha vida profissional e financeira só melhorou depois que eu busquei auto conhecimento, limpei crenças negativas, melhorei minha auto estima. Aí sim, as coisas começaram a dar certo.  Enquanto eu me debatia me sentindo deprimido e injustiçado, as finanças ficavam cada vez pior.

O sofrimento intenso pode nos levar a chegar a essas conclusões. Foi o que aconteceu com a aluna que tinha a Kombi. De tanto sofrer, ela resolveu aceitar sem revolta o que ela tinha, e foi além, sentiu gratidão. A gratidão é um poderoso gerador de prosperidade.

Ao invés de sentir raiva por que o salário “não dá pra nada” o sentimento deve ser de gratidão por que dá pra pagar o apartamento e o condomínio. Não se deixa de reconhecer com isso que o salário ainda é baixo. Isso também não será um fator que trará sentimento de acomodação. Pelo contrário. Sentindo-se melhor fica bem mais fácil ir em busca de uma situação de vida mais abundante.

Por André Lima em www.eftbr.com.br

Um ponto dentro de você

A sabedoria dos filmes