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segunda-feira, 16 de abril de 2012

O Amor é a Escada entre o Céu e o Inferno

Procure trazer sua consciência para o aqui e agora, pois o amor só é possível no momento presente. Perceba que você não pode amar no passado. Muita gente faz isso - vivem simplesmente na memória? Elas amaram no passado. E há outras pessoas que amam no futuro.
Essas são maneiras de se evitar o amor: o passado e o futuro são meios de evitar o amor.  Se você pensar muito? E o pensamento está sempre no passado ou no futuro? suas energias serão desviadas do centro do sentir e o amor não será possível, pois o sentimento é no aqui e agora.
Procure perceber que futuro e passado trazem o pensamento e o pensamento destrói o sentimento. E uma pessoa muito obcecada com o pensamento em pouco tempo se esquece completamente de que também tem um coração.  Um homem que vive muito nos pensamentos pouco a pouco começa a viver de tal maneira que o sentimento não tem mais voz.  E há milhões de pessoas neste estado, sem saber o que significa o coração. Toda a concentração delas está na cabeça. A cabeça é necessária, é um bom instrumento, mas tem de ser usada como um servo - ela não deve ser o mestre.  Uma vez que a cabeça se torne o mestre e o coração seja deixado para trás, vc viverá, você morrerá, mas você não saberá o que é existência, porque não saberá o que é amor.
Então, aprenda a transformar seus venenos em mel ...  Porque muitas pessoas amam - uma minoria ainda vive um pouco no coração -, mas seu amor é muito contaminado por venenos como o ódio, o ciúme, a raiva, a possessividade... Mil e um venenos envolvem o seu amor. E o amor é uma coisa muito delicada. Nesse momento, apenas pense na raiva, no ódio, na posse, no ciúme? Como o amor pode sobreviver contaminado por essas coisas?
Dessa forma, toda a jornada será amarga. O amor é a escada entre o céu e o inferno, mas a escada tem sempre duas mãos: você pode subir, você pode descer.  Se houver venenos a escada o levará para baixo. E sua vida se tornará um barulho, ruídos de tráfegos, uma multidão de ruídos sem nenhuma harmonia. Você ficará à beira da loucura.
Então, quando a raiva vier, não faça nada, apenas sente-se silenciosamente e observe-a. Não seja contra ela, não a reprima, seja paciente, apenas veja o que acontece... Dê a ela um pouco de tempo e espere... E você se surpreenderá. Um dia você compreenderá que, se você puder esperar o bastante, a mesma raiva se torna compaixão.  Experimente... Essa é uma das leis básicas da vida: tudo, continuamente, se transforma no seu oposto.   O homem bom se torna mau, o homem mau se torna bom, o santo tem momentos de pecador e o pecador tem momentos de santo. É só esperar. Então aja quando o santo for predominante, não haja quando a raiva for predominante, senão você se arrependerá, criará uma cadeia de reações.  A raiva provocará mais raiva, hostilidade provocará mais hostilidade e as coisas continuarão assim sem parar... Então, simplesmente espere, silencie e observe ...
Osho

sexta-feira, 20 de maio de 2011

SUCHNESS




Amado Osho,
Há uma palavra que freqüentemente me tem tocado muito profundamente. Só me lembrar dela de vez em quando, parece poder curar feridas, e traz tranqüilidade e contentamento. Essa palavra é suchness. Você poderia falar sobre suchness?
        

Esta é uma das palavras mais significativas de todas as línguas. Ela surgiu com Gautama, o Buda. A língua que Buda usava era o Páli. Ela está morta; não é mais uma língua viva. Mas algumas de suas palavras eram tão importantes, que permaneceram vivas em outras línguas.
         A palavra do Páli correspondente a suchness... – porque suchness é apenas uma tradução desta palavra; em Inglês nunca houve ninguém que tenha usado esta palavra ou experienciado o sabor desta palavra. A palavra do Páli é ‘tathata’.  E, devido à palavra ‘tathata’, um dos nomes de Gautama, o Buda, é Tathagata. Ele foi o primeiro a usar essa palavra e a lhe dar tanto significado e profundidade.
          A palavra inglesa suchness traduz perfeitamente a palavra páli ‘tathata’. Se você compreender seu significado... apenas a simples compreensão da palavra, certamente lhe trará uma grande cura, um grande silêncio, grande paz. Mas tente compreender a partir de Gautama, o Buda, porque ele é a fonte original desse significado.
           (...)
           A abordagem de Buda era esta: “O que quer que aconteça, permita que aconteça, e aceite com a totalidade do seu coração. É assim que a existência quer que seja. Permaneça nessa atitude de suchness... tal é o desejo do todo, e eu sou parte do todo; não posso ir contra o desejo do todo.”.
          Certamente, se você compreender isso, você terá um tremendo insight e isso será de muita ajuda nas suas meditações.  Essa compreensão lhe ajudará a não resistir à existência, a não lutar contra a corrente, mas a fluir com a corrente. Permita que o rio lhe conduza ao oceano.
          Sadhan, você está certo quando diz: “Há uma palavra que freqüentemente me tem tocado muito profundamente. Só me lembrar dela de vez em quando, parece poder curar feridas, e traz tranqüilidade e contentamento. Essa palavra é suchness.”.

           Tente, em momentos de perturbação, em momentos de dor, em momentos de sofrimento. Nas noites mais escuras de sua vida, tente: “Tal é a vontade da existência, e eu sou parte dela. Vou me relaxar com ela. Se esta é a vontade do todo, assim será.”.
          (...)
          Assim, lembre-se – não como uma palavra, mas como um sentimento – suchness. Então, não haverá nenhum ressentimento, nenhuma lamentação, nenhum desejo de que as coisas sejam diferentes do que são. Surge uma tremenda aceitação. Essa aceitação é a real e autêntica religiosidade.
 OSHO, The Razor’s Edge, # 9

Um ponto dentro de você

A sabedoria dos filmes