segunda-feira, 15 de agosto de 2011



UBUNTU
 
        A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em
Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada
Ubuntu.
 
        Ela  contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes
da tribo e, quando  terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte
que o levaria até o aeroporto de volta pra casa.
Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo;
então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.
 
        Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num
cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí
ele  chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas
deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos
os doces que estavam lá dentro.
 
        As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou
no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!",
instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em
direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces
entre si e a comerem, felizes.
 
        O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou por que elas tinham
ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e,
assim, ganhar muito mais doces.
 
        Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia
ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"
 
        Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando
a tribo, e ainda  não havia compreendido, de verdade, a essência daquele
povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?
 
        Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!" 
Na tradução literal da expressão inteira que é utilizada por esse
povo: Umuntu ngumuntu nagabantu = Uma pessoa só é uma pessoa por 
causa das outras pessoas.

2 comentários:

A sabedoria dos filmes

Não espere o amor acontecer