terça-feira, 20 de setembro de 2011

Autoconsciência


   Era meu último dia de férias na ilha de Patmos. Como de costume, levantei-me antes do sol surgir para andar antes que o calor se tornasse desconfortável. Escalando a colina sozinha, curiosamente atenta aos pensamentos e sentimentos que passavam pela mente, notei todas as coisas que estavam acabando e eu era consciente de que estaria em casa na minha rotina em breve. A Grécia era um lugar tão exótico e ainda assim familiar, e eu me afeiçoei aos meus colegas nestas duas semanas. Uma lista de tudo que eu estava deixando passou pela minha consciência. O lazer de passar mais tempo de olhos fechados concentrada no interior, explorando a consciência; nadando no mar Egeu e saboreando o sal nos meus lábios; visitando velhos amigos e fazendo novos de todas as partes do globo; comendo a deliciosa comida mediterrânea caseira, iogurte grego e sorvete; relaxando com os Britânicos bebendo chá e comendo biscoitos; o constante pano de fundo do mar; ahhhhhhhh . . .Um sentimento familiar se abateu sobre mim. Lembrei-me que eu costumava chamar essa sensação de tristeza, com um sentido de perda e ressentida melancolia, mas escolhi não colocar esta etiqueta. Na verdade, eu estava consciente dela sem nomeá-la. Sem negar aquele sentimento, eu preenchi minha consciência com a paz legada quando abandonei todo o diálogo sobre a avaliação do que se passava pela minha consciência. O que eu descobri ao invés foi um crescente amor que a tudo abrangia, amor pela oportunidade excepcional de experimentar tudo isto em Patmos, amor por meus colegas, amor por esta forma de abordar as coisas, amor pela minha vida exatamente como ela é. Eu experimentei que aquele sentimento familiar era na verdade amor – a substância do Universo, não o amor condicionado a que somos ensinados a esperar. Experimentei isto de forma autêntica, não negando o rótulo original, esmagando-o ou substituindo o sentimento “triste”. A única consciência que tive foi a compreensão crua de que o amor é tudo que há – sempre, em todas as experiências e nos lugares menos esperados. Aquela não era a primeira vez em que minha consciência era preenchida daquela forma, e ela continua a ser uma experiência freqüente.

  Para que você não pense que eu me tornei uma sonhadora boba recitando letras das canções dos Beatles, eu contarei o que aconteceu depois. Ao observar em seguida minha consciência, notei que houve algo na minha agenda “a fazer” em Patmos que não havia acontecido. Certamente, eu tinha poucas expectativas ao chegar para as férias, e incrivelmente, uma expectativa importante veio a acontecer. Mas este item da agenda parecia imensamente importante nesse momento, trazendo toda uma outra memória de quando não era realizado. As memórias e pensamentos sobre elas ligaram-se em um enorme trem. Eu tinha pensamentos no sentido de soltá-lo, e o trem continuava. Eu fugia dele e ele continuava ali mesmo. Subitamente, minha consciência se moveu 90 graus para simplesmente observar este trem inteiro, e naquela fração de segundo, o inteiro trem de pensamentos, sentimentos, e memórias desapareceu sem uma marca. Eu me lembro escutando, “Ah, isto é o que me manteve distante da minha paz” como um comentário sobre a experiência, e vi aquilo ir também. Como continuei observando, nem uma marca ou remanescente disso reapareceu. Somente permaneceu a absoluta paz. E nem um pouco daquele trem reapareceu desde então.

   Você pode imaginar uma vida onde nada fora de você ou mesmo as coisas que se agitam na sua mente, afetam a sua paz? Numa vida assim, tampouco nada do lado de fora lhe faz mais feliz. Em termos de metáfora, nem o sol nem a chuva afeta o céu, este continua sendo o céu. Ainda assim o céu é rico de auroras e crepúsculos, chuva e neve, vento e poeira. É tudo parte do que nós apreciamos como o céu. Temos a tendência a viver em um mundo governado por nossos pensamentos e emoções, aquelas coisas que se movem pelo céu da nossa consciência. A verdadeira paz vem ao se cultivar a observação da autoconsciência. Isto leva à saúde emocional que, por sua vez, dá uma base sadia para uma vibrante saúde física.


   Cheryl Kasdorf, ND  mantém uma clínica particular em Cottonwood, Arizona. Sua especialidade inclui homeopatia e drenagem Unda, Bowenwork, terapia craniosacral e aconselhamento de estilo de vida. Sua paixão é ajudar os outros a ativarem o processo de cura com o mínimo de recursos externos, empregando mais os recursos internos. Com este objetivo, ela ensina a Ascensão dos Ishayas. Ela considera essas técnicas as mais gentis, mais facilmente realizáveis e mais eficazes e o método mais natural de meditação. Ela pode ser contatada em cherylnmd@yahoo.com ou pelo seu website www.whatishealing.com.


Para saber mais sobre a Ascenção Ishaya, clique aqui. 

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